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Pedra Bela,10/07/2026

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Carmem de Lucca

Clima extremo segue em destaque no mundo: calor, secas e risco de incêndios preocupam cientistas

As mudanças climáticas continuam no centro das atenções internacionais. Nesta quinta-feira (9), especialistas reforçam que 2026 caminha para permanecer entre os anos mais quentes da história recente, mantendo elevados os riscos de ondas de calor, secas prolongadas, incêndios florestais e eventos meteorológicos extremos em diferentes continentes.

Segundo projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e do serviço meteorológico britânico Met Office, existe alta probabilidade de que, até 2030, o planeta registre um novo recorde anual de temperatura média, ultrapassando inclusive os níveis observados em 2024. Os estudos indicam que a continuidade das emissões de gases de efeito estufa mantém o sistema climático sob forte pressão, favorecendo eventos extremos cada vez mais frequentes.

Incêndios e secas preocupam especialistas

Pesquisadores da iniciativa World Weather Attribution (WWA) alertam que a combinação entre o aquecimento global e as condições oceânicas associadas ao El Niño aumenta significativamente o risco de incêndios florestais em diversas regiões do planeta.

Dados divulgados neste ano mostram que milhões de hectares já foram consumidos pelo fogo em partes da África e da Ásia, enquanto cientistas acompanham com preocupação o potencial aumento das queimadas em áreas como Amazônia, Canadá, Austrália e oeste dos Estados Unidos caso as condições de calor e seca persistam durante os próximos meses.

Brasil permanece sob influência de extremos climáticos

No Brasil, o cenário continua exigindo atenção. Relatórios do Cemaden, INMET e CPTEC/INPE apontam que os últimos anos consolidaram uma tendência de aumento da frequência de ondas de calor, estiagens prolongadas e episódios de chuvas intensas concentradas.

Os pesquisadores destacam que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste permanecem particularmente vulneráveis às oscilações climáticas, enquanto a Amazônia enfrenta redução de chuvas em diversos períodos do ano, com impactos sobre os rios, a biodiversidade e a agricultura.

Situação meteorológica desta quinta-feira

Para esta quinta-feira (9), a previsão indica predominância de tempo seco em grande parte do território brasileiro, característica típica do inverno em diversas regiões. A baixa umidade relativa do ar e a ausência de chuvas significativas favorecem a formação de focos de incêndio em áreas de vegetação, exigindo atenção das autoridades ambientais e da população.

Especialistas reforçam medidas de adaptação

Além da redução das emissões de gases de efeito estufa, organismos internacionais defendem investimentos em adaptação climática, incluindo:

  • fortalecimento dos sistemas de alerta para eventos extremos;
  • ampliação da infraestrutura urbana resiliente;
  • proteção de florestas e áreas de preservação;
  • uso eficiente dos recursos hídricos;
  • expansão de fontes de energia renovável.

A comunidade científica ressalta que essas medidas são essenciais para reduzir perdas econômicas, proteger vidas e aumentar a capacidade das cidades de responder aos impactos das mudanças climáticas.


Fontes: Organização Meteorológica Mundial (OMM), Met Office (Reino Unido), Reuters (por meio de reportagens reproduzidas pela Agência Brasil e ClimateInfo), World Weather Attribution (WWA), Cemaden, INMET e CPTEC/INPE. 



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