Sudão: enquanto o Conselho de Segurança debate a guerra, mulheres deslocadas sobrevivem sem renda e assistência médica
Sudão: enquanto o Conselho de Segurança debate a guerra, mulheres deslocadas sobrevivem sem renda e assistência médica.
Por Regina Papini Steiner - Jornal Iconic
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se nesta segunda-feira, 24 de agosto, para examinar a guerra no Sudão. O debate ocorre após organizações civis, movimentos de mulheres e grupos políticos reunidos em Adis Abeba defenderem um processo de paz independente das duas forças armadas em conflito. O ex-primeiro-ministro Abdalla Hamdok afirmou que não existe saída militar e pediu a construção de uma frente civil capaz de proteger a população, abrir corredores humanitários e garantir o retorno dos deslocados.
A pauta deve partir da vida concreta. Reportagem do Sudan Tribune mostra famílias vivendo fora dos campos oficiais, sem renda regular, água potável, escola ou atendimento médico. Mulheres grávidas e chefes de família estão entre as mais vulneráveis. Segundo dados citados pelo veículo, 33,7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária; 21 milhões necessitam de serviços de saúde e 37% das unidades médicas estão fora de funcionamento. O desafio jornalístico é perguntar se o Conselho ouvirá as organizações civis sudanesas ou continuará tratando o país apenas como território de disputa entre generais e potências estrangeiras.
Fontes: Conselho de Segurança da ONU — reunião sobre o Sudão, Sudan Tribune — deslocados, mulheres e colapso dos serviços, Sudan Tribune — articulação civil contra a guerra, OCHA — situação humanitária no Sudão.




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