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Pedra Bela,08/07/2026

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Taxas dos DIs sobem com petróleo e Treasuries após Trump declarar fim de acordo com o Irã

As taxas dos DIs fecharam em alta nesta quarta-feira (8), acompanhando o avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo provisório com o Irã para encerrar o conflito “acabou”.

Segundo informações publicadas pela Reuters e reproduzidas pelo InfoMoney, às 9h31 o DI para janeiro de 2028 estava em 14,2%, alta de 5 pontos-base ante o ajuste anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 subia para 14,415%, avanço de 4 pontos-base. No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos avançava 4 pontos-base, a 4,565%.

A pressão veio do aumento do risco geopolítico. Trump declarou, durante agenda ligada à cúpula da Otan em Ancara, que não deseja mais negociar com Teerã. A fala ocorreu após novos ataques envolvendo forças iranianas e norte-americanas no Golfo Pérsico.

O mercado reagiu imediatamente. O petróleo Brent chegou a subir mais de 6%, para US$ 78,83 por barril, enquanto o WTI avançava 6,46%, a US$ 74,99. A disparada reflete o temor de que a escalada militar comprometa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o abastecimento global.

No Brasil, o movimento externo contaminou a curva de juros futuros. O avanço dos Treasuries aumenta a percepção de risco global, enquanto a alta do petróleo pode pressionar a inflação internacional e doméstica. Com isso, investidores passam a reavaliar o ritmo de queda da Selic nos próximos meses.

Apesar da tensão, o mercado brasileiro ainda precificava majoritariamente um corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, segundo dados citados pela Reuters. A piora do cenário externo, porém, reduz o espaço para apostas mais agressivas de afrouxamento monetário.

A crise também reacende preocupações sobre inflação, câmbio e atividade econômica. Caso o petróleo permaneça em alta, combustíveis, fretes e cadeias produtivas podem sofrer novos impactos, ampliando a cautela de bancos centrais e investidores.

O episódio mostra como uma declaração política em Washington pode produzir efeitos imediatos nos mercados globais e chegar rapidamente ao Brasil, pressionando juros futuros, câmbio, Bolsa e expectativas econômicas.

Por Lou Moreira - Sob consulta junto a Jornalista Monica Vernechi

Fonte principal: Reuters, com publicação em InfoMoney e Money Times.




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