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Pedra Bela,03/02/2026

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Carlos Silva

Como usar bem o 13º salário

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Como usar bem o 13º salário

Como usar bem o 13º salário: investir, quitar dívidas, viajar, o que é mais inteligente?

O 13º salário não precisa ser tratado como “dinheiro para gastar tudo”. Na realidade financeira brasileira atual, muitas pessoas o veem como uma oportunidade para organizar as contas, pagar dívidas e preparar o próximo ano com mais segurança. Para maximizar o benefício desse recurso extra, o mais recomendável é adotar um plano estratégico que combine quitação de dívidas, formação de reserva e investimentos  e, se houver sobra, um pouco de lazer. Essa abordagem equilibrada oferece mais estabilidade e reduz riscos futuros.

São Paulo — A chegada do 13º salário é sempre um momento decisivo para muitos brasileiros: é um reforço financeiro importante, mas também exige escolhas estratégicas. Segundo especialistas, a melhor forma de usar esse valor extra depende bastante da sua saúde financeira  pagar dívidas, investir ou gastar podem ser opções válidas, dependendo do perfil e das prioridades individuais.

A realidade dos brasileiros hoje

  • Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra que 59% dos brasileiros que vão usar o 13º pretendem quitá-lo para pagar dívidas ou contas básicas, como água, luz e gás. 

  • Mais especificamente, 31% planejam usar para quitar dívidas, enquanto 28% usarão para contas essenciais. 

  • Apenas uma minoria planeja usar tudo para viagens: 23% relataram essa intenção, segundo a mesma pesquisa. 

  • E um percentual menor ainda cerca de 19% pretende guardar integralmente o 13º para emergências ou investimentos. 

  • Segundo outra pesquisa, 53% dos brasileiros pretendem usar o 13º para quitar dívidas. 

Esses números mostram que, para muitos, o 13º é visto como uma chance de aliviar o orçamento não apenas para celebrar, mas para limpar pendências.


O que dizem os especialistas: pagar dívidas é prioridade

  • Para a especialista Cristina Cardoso, da SKG Investimentos, “a parcela do 13º deve ser usada para pagar qualquer dívida que tenha” ou ao menos amortizá-la. 

  • O Procon-SP orienta que, ao receber o 13º, a primeira ação deva ser listar todas as dívidas (cartão, cheque especial, empréstimos, financiamentos) e priorizar o pagamento daquelas com juros mais altos. 

  • Além disso, se possível, recomenda antecipar parcelas de empréstimos ou financiamentos para aproveitar descontos proporcionais de juros.

  • O Banco Central do Brasil também inclui, em suas dicas para sair do superendividamento, a utilização do 13º para quitar dívidas como uma estratégia central. 


Investir com o 13º: vale a pena?

Depende da sua situação:

  • Se você ainda não tem reserva de emergência, pode usar parte do 13º para montá-la. Segundo consultores financeiros, uma aplicação com liquidez (ou seja, que permite resgate rápido)  como Tesouro Selic, CDBs ou LCIs com liquidez diária é ideal para esse propósito. 

  • No entanto, especialistas alertam: antes de investir agressivamente, é importante resolver dívidas com juros altos, já que muitas dívidas (como cartão de crédito) têm taxas superiores ao rendimento de aplicações conservadoras. 

  • Para aplicar, uma sugestão comum é separar pelo menos 10% do valor do 13º para investimentos, caso o orçamento permita, segundo a Valor Investe


Gastar ou viajar: opção legítima, desde que planejada

  • Viajar pode ser uma boa alternativa se você já tem as finanças organizadas. Se utilizar o 13º, uma forma inteligente é pagar a viagem à vista, diminuindo ou eliminando a necessidade de parcelar ou endividar-se pelas férias. 

  • Também é importante planejar os gastos de fim de ano (presentes, festas, matrículas escolares etc.) para não comprometer o 13º com compras impulsivas. 

  • Para alguns, gastar parte com lazer ou viagem pode ajudar no bem-estar, mas isso deve vir depois de garantir as prioridades financeiras mais urgentes (dívidas, reserva). 


Estratégia recomendada: um mix balanceado

Com base nas orientações e nas estatísticas, uma estratégia equilibrada tende a ser a mais sensata para muitos:

  1. Priorize dívidas: use parte do 13º para pagar ou amortizar dívidas com juros altos, especialmente cartão de crédito ou cheque especial.

  2. Monte ou reforçe a reserva de emergência: se ainda não tiver, destine uma fatia para aplicações líquidas e seguras.

  3. Invista parte: se sobrar uma parcela confortável, investir pode trazer retorno no médio/longo prazo.

  4. Reserve para lazer ou viagem: planeje com antecedência para usar parte do 13º para diversão sem comprometer suas finanças no ano seguinte.


    por Carlos Silva



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