Beto Guimarães Takeshi
Potência e inovação
as motos elétricas mais promissoras para 2026
O mercado de motos elétricas em 2026 promete ser um ponto de inflexão para modelos de alta performance. As novas gerações já não são apenas “econômicas e lentas”: algumas prometem aceleração rápida, torque impressionante, design inovador e recarga eficiente. Marcas estabelecidas como Honda e Royal Enfield, junto com fabricantes ágeis como Verge e Stark, estão formando um ecossistema diversificado que pode atrair tanto entusiastas como novos usuários da mobilidade elétrica.
Se a infraestrutura de recarga e os custos forem bem geridos, 2026 pode ser o ano em que as motos elétricas potentes deixem de ser nicho e se tornem uma alternativa real às motos a combustão.

Potência e inovação: as motos elétricas mais promissoras para 2026
Com a aceleração da transição energética no setor automotivo, 2026 se firma como um ano estratégico para a mobilidade elétrica sobre duas rodas especialmente para motocicletas elétricas (EVs) de alta performance. Grandes fabricantes e startups disruptivas estão preparadas para lançar modelos potentes, que combinam torque, tecnologia de baterias e carregamento rápido. A seguir, alguns destaques.
Principais modelos esperados para 2026
Verge TS Pro
A fabricante finlandesa Verge Motorcycles planeja entregar sua supermoto elétrica TS Pro no começo de 2026.
O grande diferencial está no seu motor: usa um sistema “in-wheel” (motor integrado à roda), que entrega 1.000 Nm de torque segundo a própria Verge.
A TS Pro usa uma bateria de 20,2 kWh, com autonomia de até 350 km (217 milhas) e recarga rápida: de 0 a 80% em cerca de 35 minutos via CCS / NACS.
A aceleração é impressionante: de 0 a 100 km/h (0-60 mph) em apenas 3,5 segundos.
Além disso, a moto conta com a plataforma “Starmatter”, que permite atualizações OTA (over-the-air) e ajustes nos modos de pilotagem.
Stark Varg MX 1.2
A Stark Future deve lançar em 2026 a Varg MX 1.2, uma moto off-road elétrica com foco em desempenho.
Na versão “Alpha”, ela entrega até 80 hp de potência.
A bateria é de 7,2 kWh, 420V, segundo a Stark.
O tempo de recarga é de aproximadamente 3,5h em 120V ou 2h com tomada de 240V.
A Stark destaca também um torque muito alto para uma dirt bike elétrica e a nova estrutura leve.
Can-Am Origin 2026
A Can-Am, marca pertencente à BRP, anunciou a Origin como uma motocicleta dual-sport elétrica para 2026.
Segundo a fabricante, a Origin acelera de 0 a 60 mph (≈ 0-96 km/h) em 4,3 segundos.
A bateria é de 8,9 kWh (lítio), com refrigeração líquida para motor, inversor e carregador.
Estima-se um alcance de 145 km na cidade (modelo medido pelo ciclo WMTC) e tempo de recarga de 20% a 80% em cerca de 50 minutos com carregador nível 2 (segundo a ficha técnica).
Honda WN7
A Honda vem investindo fortemente: espera vender até 1 milhão de motos elétricas por ano a partir de 2026.
O modelo WN7, que será fabricado para o mercado europeu, deverá ter motor de até 50 kW (~67 cv) e torque de 100 N·m.
A bateria será fixada no chassi e a fabricante informa uso de carregamento rápido no padrão CCS2 (20-80% em cerca de 30 minutos).
A previsão de produção é de início em 2026, conforme anunciado pela Honda.
Royal Enfield Flying Flea C6 (e S6)
A tradicional marca indiana Royal Enfield confirmou que lançará sua primeira moto elétrica, a Flying Flea C6, no quarto trimestre do ano fiscal de 2026 (entre janeiro e março).
Também há plano para uma versão scrambler, a S6, com visual mais aventureiro.
Apesar de ter foco urbano, os modelos da Flying Flea prometem ser acessíveis e representarem entrada da marca no segmento EV.
Por que 2026 é um ano chave para motos elétricas “potentes”
Transição acelerada: Montadoras como a Honda fazem investimentos bilionários para eletrificar sua linha até 2026, alinhando produção para atender a demanda crescente por motos EV.
Tecnologia de baterias e recarga: Modelos como a Verge TS Pro mostram que é possível ter baterias grandes (20,2 kWh) e ainda permitir recarga rápida o que é fundamental para tornar a moto elétrica viável tanto para uso urbano quanto para estrada. vergemotorcycles.com
Diversidade de segmentos: As novas EVs não são só scooters ou city-bikes. Há supermotos, dual-sports (on/off-road) e motocross elétricas, o que amplia o apelo para diferentes perfis de piloto. Exemplos: Verge TS Pro (superbike), Can-Am Origin (trail), Stark Varg MX (motocross).
Desempenho competitivo: Algumas dessas motos têm torque, aceleração e potência que rivalizam ou até superam motos a combustão de média/alta cilindrada. Por exemplo, o torque de 1.000 Nm reivindicado pela Verge TS Pro é extremamente alto para uma moto elétrica.
Desafios que ainda precisam ser superados
Apesar das promessas, há obstáculos para que essas motos elétricas “potentes” se consolidem em 2026:
Infraestrutura de recarga: Para modelos de alta performance, a demanda por recarga rápida (CCS, NACS) é alta. A expansão dessas redes é essencial.
Custo de produção: Baterias grandes e componentes avançados (como motores “in-wheel”) encarecem o produto final, o que pode limitar a adoção.
Peso e manuseio: Motos elétricas potentes tendem a ter baterias pesadas, o que pode impactar o equilíbrio, agilidade e o comportamento dinâmico.
Autonomia vs desempenho: Há sempre um trade-off entre autonomia de bateria e uso de potência máxima. Pilotos em busca de performance extrema podem “comer” a carga muito rápido.
Por Beto Guimarães Takeshi



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