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Beto Guimarães Takeshi

Japão está nos ameaçando militarmente, diz China à ministra das Relações Exteriores da Alemanha.

Foto de Garrison Gao
Japão está nos ameaçando militarmente, diz China à ministra das Relações Exteriores da Alemanha.

PEQUIM, 9 de dezembro – O Japão está ameaçando a China militarmente, algo “totalmente inaceitável”, afirmou o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, à sua homóloga alemã, após o Japão informar que caças chineses teriam mirado seu radar em aeronaves militares japonesas.
O Japão denunciou o encontro como um ato perigoso, enquanto a China culpou Tóquio por enviar aeronaves para se aproximar repetidamente e atrapalhar a Marinha chinesa, que realizava um treinamento de voo previamente anunciado com porta-aviões a leste do Estreito de Miyako.

A tensão entre China e Japão voltou a crescer após um incidente aéreo envolvendo aeronaves militares dos dois países. Em reunião com a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, o chanceler chinês Wang Yi acusou o Japão de representar uma “ameaça militar” e classificou o episódio como “completamente inaceitável”. A declaração ocorre depois de Tóquio afirmar que caças chineses teriam apontado seu radar de tiro para aviões das Forças de Autodefesa japonesas.

O governo japonês condenou o episódio, descrevendo-o como uma manobra perigosa que coloca em risco a estabilidade regional. A China, porém, rejeitou as acusações e alegou que o Japão tem enviado aeronaves para se aproximar e interferir em exercícios navais chineses na área. Segundo Pequim, as forças chinesas realizavam um treinamento de voo baseado em porta-aviões, previamente divulgado, a leste do Estreito de Miyako  região estratégica que conecta o Mar da China Oriental ao Pacífico.

O incidente reforça o clima de desconfiança entre as duas potências asiáticas, que disputam influência militar e política em uma das áreas mais sensíveis do Indo-Pacífico. Analistas destacam que o episódio ocorre em um momento de fortalecimento das alianças de segurança do Japão, especialmente com os Estados Unidos e países europeus, ao mesmo tempo em que a China intensifica sua presença militar no entorno.

Autoridades de ambos os países ainda não indicaram se haverá novos contatos diplomáticos para esclarecer o caso, mas observadores alertam que incidentes desse tipo elevam o risco de escaladas militares não intencionais na região.

Por Beto Guimarães Takeshi



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