Monica Vernechi
Onde investir?
Com o fim do ano se aproximando e com o recebimento do 13.º salário, muitos brasileiros estão buscando alternativas de investimento para aplicar esse valor extra de forma inteligente. A seguir, apresento um panorama jornalístico-informativo das opções mais recomendadas no momento (outubro de 2025), com os prós, contras e aspectos para considerar, mas lembre-se: não se trata de recomendação personalizada. Avalie seu perfil, prazo, liquidez e risco antes de decidir
Cenário econômico atual
Alguns fatores macro ajudam a entender qual tipo de investimento pode ser mais atrativo:
A inflação (medida pelo IPCA) projeta fechar o ano acima da meta (4,5 %), com estimativas em torno de 5,46%. InfoMoney+1
A taxa básica de juros (Taxa Selic) no Brasil está elevada, o que favorece investimentos de renda fixa. Daycoval+1
Em ambientes de juros altos, investimentos com “pré-fixados” ou pós-fixados atrelados a índices (como CDI ou inflação) reaparecem como boas opções. Daycoval+1
Já na renda variável (ações, fundos imobiliários etc.), apesar de haver oportunidades, o perfil de risco e o prazo são fatores importantes. CNN Brasil+1
Diante desse cenário, três categorias de investimento se destacam como “melhores lugares” para alocar o 13.º — cada uma adequada a perfis e objetivos diferentes.
Renda fixa: a “porta de entrada” mais segura
Quando o objetivo é conservar o capital, ter liquidez ou menor risco, a renda fixa aparece como alternativa sólida.
Exemplos relevantes
Títulos públicos pelo programa Tesouro Direto: há títulos prefixados oferecendo aproximadamente 13,32 % ao ano para vencimento específico. Tesouro Direto+1
CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que pagam próximo ou acima do CDI, que está elevado em 2025. Remessa Online+1
Vantagens
Menor risco relativamente (especialmente títulos públicos ou CDBs de bancos sólidos)
Taxas altas atuais aproveitando o ciclo de juros
Boa opção para quem quer aplicar o 13.º com prazo definido ou para construir reserva
Desvantagens
Mesmo com taxas elevadas, a inflação pode corroer parte do ganho se o rendimento for baixo. Lembre-se: rendimento real importa. InfoMoney+1
Liquidez e prazo podem variar títulos prefixados exigem aguardar vencimento ou vender antes (com risco de oscilação).
Em um ciclo futuro de queda de juros, quem investe em prefixados muito cedo pode ver oportunidades melhores depois ou ficar “preso” a taxas menos atraentes.
Recomendações para alocação
Se o seu 13.º pode ficar aplicado por pelo menos 1-3 anos ou mais, considere escolher:
Um título público prefixado ou atrelado à inflação, se você tiver horizonte médio.
Um CDB pós-fixado ou híbrido, se quiser mais flexibilidade.
Verificar liquidez, prazo, instituição emissora, impostos e se está dentro do seu perfil.
Previdência privada: pensando no longo prazo
Se o objetivo for mais de longo prazo aposentadoria, complemento de renda futura a previdência privada (como os planos PGBL ou VGBL) pode valer atenção.
Como funcionam
O plano PGBL permite deduzir até 12 % da sua renda bruta tributável no IR de ano corrente, se você declara no modelo completo. InfoMoney+1
O VGBL é mais indicado para quem declara pelo modelo simplificado ou não tem tantos gastos dedutíveis; no resgate, o IR incide apenas sobre os rendimentos. InfoMoney+1
Há rankings que mostram os melhores fundos de previdência hoje, com diferentes estilos (renda fixa, multimercado etc.). Nord Investimentos+1
Vantagens
Benefício fiscal imediato (no caso do PGBL) para quem declara pelo modelo completo.
Incentivo para acumular a longo prazo , “força” para investir e não gastar.
Diversificação de gestão, possibilidade de planos que mesclam renda fixa, ações, multimercado.
Desvantagens
Resgate geralmente pensado para um prazo mais longo; liquidez pode ser menor ou ter penalidades.
Taxas de administração podem reduzir a rentabilidade líquida; importante avaliar histórico da gestora. Suno+1
Mesmo previdência exige atenção: “melhor fundo” hoje pode não ser o mais adequado para você.
Para quem vale
Quem recebe o 13.º e não precisa gastar esse valor no curto prazo, e pensa em aposentadoria ou reserva para décadas.
Quem já tem outros investimentos mais disponíveis/curto prazo cobertos e quer destinar esse “extra” para longo prazo.
Renda variável ou ativos alternativos: maior risco, maior retorno potencial
Para quem tem perfil mais agressivo, tolerância a risco e horizonte de investimento mais longo, a renda variável pode entrar como complemento.
Situação atual
Há artigos que apontam que o mercado brasileiro poderia oferecer boas oportunidades em 2025, mas com cautela. CNN Brasil+1
Investimentos alternativos (criptomoedas, tokenização) são citados como possíveis, porém com altíssima volatilidade e risco. Nomad Global
Vantagens
Potencial de retorno superior à renda fixa ou previdência, no longo prazo.
Pode diversificar a carteira, capturar crescimento de setores.
Desvantagens
Risco elevado: maior chance de perdas no curto prazo.
Requer mais tempo, paciência e acompanhamento.
O 13.º, se você precisa dele em curto/médio prazo, pode não ser ideal alocar nessa categoria.
Quando considerar
Se você já possui reserva de emergência, outras aplicações mais seguras cobertas, e quer “arriscar” parte do 13.º para crescer mais.
Se você define “risco” como parte de sua estratégia e entende bem os mercados.
Qual “melhor lugar” para o seu 13.º?
Não existe uma resposta universal mas aqui vai uma síntese com base no seu perfil e objetivo:
Perfil conservador / precisa liquidez / prazo curto → Renda fixa é o mais indicado.
Perfil moderado / pensa em longo prazo / quer benefício fiscal → Previdência privada ou parte dela.
Perfil agressivo / horizonte de muito longo prazo / quer diversificar com risco → Uma porção em renda variável ou ativos alternativos (desde que o 13.º não seja inteiro nessa categoria).
Se eu tivesse que apontar uma prioridade para este fim de ano, considerando o atual ambiente de juros altos e inflação acima da meta, diria: destinar boa parte do 13.º para renda fixa (ou previdência de longo prazo), e se sobrar “parte de risco”, alocar uma fração em renda variável..



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