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Pedra Bela,03/02/2026

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Monica Vernechi

Onde investir?


Onde investir?

Com o fim do ano se aproximando e com o recebimento do 13.º salário, muitos brasileiros estão buscando alternativas de investimento para aplicar esse valor extra de forma inteligente. A seguir, apresento um panorama jornalístico-informativo das opções mais recomendadas no momento (outubro de 2025), com os prós, contras e aspectos para considerar, mas lembre-se: não se trata de recomendação personalizada. Avalie seu perfil, prazo, liquidez e risco antes de decidir

Cenário econômico atual

Alguns fatores macro ajudam a entender qual tipo de investimento pode ser mais atrativo:

  • A inflação (medida pelo IPCA) projeta fechar o ano acima da meta (4,5 %), com estimativas em torno de 5,46%. InfoMoney+1

  • A taxa básica de juros (Taxa Selic) no Brasil está elevada, o que favorece investimentos de renda fixa. Daycoval+1

  • Em ambientes de juros altos, investimentos com “pré-fixados” ou pós-fixados atrelados a índices (como CDI ou inflação) reaparecem como boas opções. Daycoval+1

  • Já na renda variável (ações, fundos imobiliários etc.), apesar de haver oportunidades, o perfil de risco e o prazo são fatores importantes. CNN Brasil+1

Diante desse cenário, três categorias de investimento se destacam como “melhores lugares” para alocar o 13.º — cada uma adequada a perfis e objetivos diferentes.


Renda fixa: a “porta de entrada” mais segura

Quando o objetivo é conservar o capital, ter liquidez ou menor risco, a renda fixa aparece como alternativa sólida.

Exemplos relevantes

  • Títulos públicos pelo programa Tesouro Direto: há títulos prefixados oferecendo aproximadamente 13,32 % ao ano para vencimento específico. Tesouro Direto+1

  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que pagam próximo ou acima do CDI, que está elevado em 2025. Remessa Online+1

Vantagens

  • Menor risco relativamente (especialmente títulos públicos ou CDBs de bancos sólidos)

  • Taxas altas atuais aproveitando o ciclo de juros

  • Boa opção para quem quer aplicar o 13.º com prazo definido ou para construir reserva

Desvantagens

  • Mesmo com taxas elevadas, a inflação pode corroer parte do ganho se o rendimento for baixo. Lembre-se: rendimento real importa. InfoMoney+1

  • Liquidez e prazo podem variar  títulos prefixados exigem aguardar vencimento ou vender antes (com risco de oscilação).

  • Em um ciclo futuro de queda de juros, quem investe em prefixados muito cedo pode ver oportunidades melhores depois ou ficar “preso” a taxas menos atraentes.

Recomendações para alocação

Se o seu 13.º pode ficar aplicado por pelo menos 1-3 anos ou mais, considere escolher:

  • Um título público prefixado ou atrelado à inflação, se você tiver horizonte médio.

  • Um CDB pós-fixado ou híbrido, se quiser mais flexibilidade.

  • Verificar liquidez, prazo, instituição emissora, impostos e se está dentro do seu perfil.


Previdência privada: pensando no longo prazo

Se o objetivo for mais de longo prazo  aposentadoria, complemento de renda futura  a previdência privada (como os planos PGBL ou VGBL) pode valer atenção.

Como funcionam

  • O plano PGBL permite deduzir até 12 % da sua renda bruta tributável no IR de ano corrente, se você declara no modelo completo. InfoMoney+1

  • O VGBL é mais indicado para quem declara pelo modelo simplificado ou não tem tantos gastos dedutíveis; no resgate, o IR incide apenas sobre os rendimentos. InfoMoney+1

  • Há rankings que mostram os melhores fundos de previdência hoje, com diferentes estilos (renda fixa, multimercado etc.). Nord Investimentos+1

Vantagens

  • Benefício fiscal imediato (no caso do PGBL) para quem declara pelo modelo completo.

  • Incentivo para acumular a longo prazo , “força” para investir e não gastar.

  • Diversificação de gestão, possibilidade de planos que mesclam renda fixa, ações, multimercado.

Desvantagens

  • Resgate geralmente pensado para um prazo mais longo; liquidez pode ser menor ou ter penalidades.

  • Taxas de administração podem reduzir a rentabilidade líquida; importante avaliar histórico da gestora. Suno+1

  • Mesmo previdência exige atenção: “melhor fundo” hoje pode não ser o mais adequado para você.

Para quem vale

  • Quem recebe o 13.º e não precisa gastar esse valor no curto prazo, e pensa em aposentadoria ou reserva para décadas.

  • Quem já tem outros investimentos mais disponíveis/curto prazo cobertos e quer destinar esse “extra” para longo prazo.


Renda variável ou ativos alternativos: maior risco, maior retorno potencial

Para quem tem perfil mais agressivo, tolerância a risco e horizonte de investimento mais longo, a renda variável pode entrar como complemento.

Situação atual

  • Há artigos que apontam que o mercado brasileiro poderia oferecer boas oportunidades em 2025, mas com cautela. CNN Brasil+1

  • Investimentos alternativos (criptomoedas, tokenização) são citados como possíveis, porém com altíssima volatilidade e risco. Nomad Global

Vantagens

  • Potencial de retorno superior à renda fixa ou previdência, no longo prazo.

  • Pode diversificar a carteira, capturar crescimento de setores.

Desvantagens

  • Risco elevado: maior chance de perdas no curto prazo.

  • Requer mais tempo, paciência e acompanhamento.

  • O 13.º, se você precisa dele em curto/médio prazo, pode não ser ideal alocar nessa categoria.

Quando considerar

  • Se você já possui reserva de emergência, outras aplicações mais seguras cobertas, e quer “arriscar” parte do 13.º para crescer mais.

  • Se você define “risco” como parte de sua estratégia e entende bem os mercados.


Qual “melhor lugar” para o seu 13.º?

Não existe uma resposta universal  mas aqui vai uma síntese com base no seu perfil e objetivo:

  • Perfil conservador / precisa liquidez / prazo curto → Renda fixa é o mais indicado.

  • Perfil moderado / pensa em longo prazo / quer benefício fiscal → Previdência privada ou parte dela.

  • Perfil agressivo / horizonte de muito longo prazo / quer diversificar com risco → Uma porção em renda variável ou ativos alternativos (desde que o 13.º não seja inteiro nessa categoria).

Se eu tivesse que apontar uma prioridade para este fim de ano, considerando o atual ambiente de juros altos e inflação acima da meta, diria: destinar boa parte do 13.º para renda fixa (ou previdência de longo prazo), e se sobrar “parte de risco”, alocar uma fração em renda variável..



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